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ENIC: Certificação verde agrega valor à obra e é diferencial na comercialização

ENIC: Certificação verde agrega valor à obra e é diferencial na comercialização

Certificação verde agrega valor à obra e é diferencial na comercialização

Qualidade de vida aliada ao menor custo ao consumidor, além da redução do impacto ao meio ambiente, é possível e tem sido a nova tendência no mercado imobiliário. Esse é um das novidades destacadas no primeiro dia do 98º ENIC | Engenharia & Negócios, durante o painel Novas abordagens para uma construção sustentável e descarbonizada. O 98º Encontro Nacional da Indústria da Construção é realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), dentro da FEICON, com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi).

O evento ainda tem o patrocínio do Banco Oficial do ENIC e da FEICON, a Caixa Econômica Federal, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP), Mútua, Sebrae Nacional, Housi, Senior, Brain, Tecverde, Softplan, Construcode, TUYA, Mtrix, Brick Up, Informakon, Predialize, ConstructIn, e Pasi.

Sócio da Vokkan Urbanismo, Rafael Kirchner, afirmou que a busca por sustentabilidade nas construções surpreendeu nos resultados em relação aos consumidores. Ele cita como exemplo o bairro planejado Vivapark, em Porto Belo, Santa Catarina. “Nossa ideia era entregar bem-estar aos moradores do empreendimento e acabamos influenciando a todos ao nosso redor”, conta.

Com a certificação Platinum na categoria Plan + Design pelo selo LEED, principal sistema de classificação global de sustentabilidade, o projeto tornou-se um case mundial. “É um bairro-parque, que traz benefícios para os moradores e também para as pessoas que frequentam o parque que margeia a área. Os consumidores foram atraídos pelo interesse cada vez maior em um imóvel de ciclo longo, o que significa que ele não é apenas para quem está comprando, mas também para as gerações futuras. Hoje, podemos não dar tanto valor, mas são imóveis que foram calculados para as gerações futuras”, explica.

De acordo com Kirchner, entram nesse pacote de longo prazo itens como eficiência energética e menor impacto ambiental. “É um empreendimento que terá um menor custo de energia, o que pesa menos no bolso do consumidor para o futuro. Não é algo que tem um impacto baixo apenas agora, é permanente”, diz. Além disso, o bairro foi planejado para enfrentar questões climáticas, como os alagamentos que costumam afetar o estado. “A região era composta de lagoas que foram sendo aterradas, quando chove, não há para onde a água escoar. Pensando nisso, criamos um sistema de armazenamento de água, que capta água e também oferece mais qualidade de vida aos moradores do bairro.”

O gerenciamento da oferta e consumo de água foi, inclusive, um dos aprendizados de Kirchner durante o processo de certificação. Ele conta que costumava pensar que para oferecer mais água era preciso produzir mais água. “Mas descobrimos que não falta produção de água, mas há muito desperdício, especialmente na produção de energia. Tornar um empreendimento mais eficiente permite oferecer água e até energia de uma maneira mais fácil”, compartilhou.

Investimento com retorno financeiro

Para o vice-presidente de Meio Ambiente e Sustentabilidade CBIC, Nilson Sarti, esse ensinamento sobre eficiência no uso de água e energia é crucial para o desenvolvimento de projetos sustentáveis. “As pessoas acham que é mais caro fazer um investimento sustentável, que a diferenciação só acontece no longo prazo e que não há melhoria imediata para o negócio, mas isso não é verdade”, disse ele.

Sarti afirmou que se preocupar com a descarbonização do processo só traz melhorias. “É um conceito que faz com que o empreendimento se torne único, faz com que a venda seja mais rápida, porque as pessoas que estão comprando estão preocupadas com as mudanças climáticas, estão interessadas em um menor impacto ambiental e buscando respeitar o uso dos recursos naturais. Um empreendimento verde tem maior possibilidade de venda e menor custo futuro de condomínio”, destacou.

E embora se fale muito em aumento de custos, o CEO da Green Building Council Brazil (GBC Brasil, responsável por emitir certificados verdes), Felipe Faria, afirmou que quanto mais cedo o empreendedor buscar descarbonizar sua construção, menor é o custo. “Há casos em que não faz diferença no valor e o empreiteiro garante ao seu cliente um produto de excelente qualidade porque ele fez uma pesquisa ampla sobre o melhor a ser usado na sua obra. Ele consegue mensurar sua construção e muitas vezes a certificação acaba sendo uma consequência. Primeiro, ele busca oferecer um produto de qualidade e, no fim, acaba preenchendo todos os requisitos de certificação”, pontuou.

Faria destacou ainda que a busca pela certificação verde abre espaço para o empreendedor conseguir linhas de crédito voltadas para obras sustentáveis, que geralmente são ofertas de crédito com juros menores. “Ou seja, acaba fazendo com que o gasto final saia mais barato pelo financiamento com juros menores”, argumentou.

Esse tema tem interface com o projeto “Descarbonização do Setor da Indústria da Construção e os Negócios e Soluções Inovadoras em Sustentabilidade”, da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O painel ainda tem interface com o projeto “Responsabilidade Social na Indústria da Construção”, que tem a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi).