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98º ENIC discute energias verdes e os impactos na segurança energética

98º ENIC discute energias verdes e os impactos na segurança energética

98º ENIC discute energias verdes e os impactos na segurança energética

Os avanços do Brasil no desenvolvimento de fontes de energias verdes foram debatidos como parte estratégica para a diversificação de sua matriz energética e na busca por proporcionar maior  sustentabilidade ambiental. O tema foi debatido durante o 98º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), evento promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi), dentro da FEICON.

O superintendente de Energia da FGV Energia, Felipe Gonçalves, explicou que o processo de transição energética já ocorreu em outros momentos da história mundial, como na transição do uso da lenha para o carvão e do carvão para o petróleo. Para ele, a principal diferença da transição energética atual é que, anteriormente, era impulsionada por novas tecnologias, que geram novos meios de produção. Agora, há uma transformação energética de substituição, visando processos produtivos mais eficientes.

De acordo com Gonçalves a digitalização dos processos, em geral, será parte essencial dessa transição energética, afetando diferentes setores, incluindo a construção e a indústria de energia. “O Brasil está no foco das discussões do tema por ser abundante em recursos renováveis. Nossa matriz energética é uma das mais renováveis do mundo”, afirmou.

O Brasil vive um momento de muitas oportunidades, pontuou o moderador do painel e vice-presidente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CBIC, Nilson Sarti. “A estratégia verde pode influenciar positivamente o futuro do país, contribuindo para sua sustentabilidade a longo prazo”, pontuou.

Além do avanço na digitalização dos processos, Gonçalves destacou o papel do hidrogênio na transição energética como relevante, segundo ele, o consumo mundial tem sido em grande escala, cerca de 98 milhões de toneladas. O elemento é utilizado principalmente no processo de refino do petróleo. Esta demanda global cria uma oportunidade significativa para o Brasil ingressar no mercado internacional como fornecedor de hidrogênio verde. No entanto, para que isso se concretize, ainda há desafios a serem superados, incluindo a implementação de legislações específicas e a certificações.

“Há um conjunto de oportunidades promissoras, especialmente no que diz respeito à integração entre o setor de energia e a construção civil. Projetos de diferentes escalas estão surgindo, mostrando a necessidade de uma colaboração mais estreita entre esses setores para impulsionar a transição energética de forma eficaz”, disse.

Durante o debate, o diretor comercial do Complexo do Pecém, André Magalhães, detalhou o projeto HUB de Hidrogênio Verde (H2V), lançado em 2021 pelo Complexo do Pecém, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e Universidade Federal do Ceará (UFC).

O Porto do Pecém, no Ceará, movimenta cerca de 17 milhões de toneladas e é considerado um dos portos de maior potencial para energias renováveis, explicou Magalhães. O Hub, segundo Magalhães, surge com a intenção de buscar a transformação do território cearense em um fornecedor global de energia limpa. “Considerado um combustível universal, o hidrogênio, em sua versão verde, pode ser obtido ao se utilizar energia renovável, como é o caso da energia eólica e da energia solar e fotovoltaica, fontes consideradas abundantes no Ceará”, explicou.

De acordo com o vice-presidente de Obras Industriais e Corporativas da CBIC, Ilso José de Oliveira, apesar da temática ainda ser vista como algo distante, o projeto apresentado demonstra a realidade dos processos e mudanças das fontes de energia no Brasil e a importância dos investimentos. “Temos que dar atenção ao tema e aos projetos que já estão sendo realizados no país. Esse é um segmento importante, com uma possibilidade enorme de investimentos”, disse.

O evento contou com o patrocínio do Banco Oficial do ENIC e da FEICON, a Caixa Econômica Federal, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP), Mútua, Sebrae Nacional, Housi, Senior, Brain, Tecverde, Softplan, Construcode, TUYA, Mtrix, Brick Up, Informakon, Predialize, ConstructIn, e Pasi.

O tema tem interface com o projeto “Descarbonização do Setor da Indústria da Construção e os Negócios e Soluções Inovadoras em Sustentabilidade”, da Comissão de Meio Ambiente (CMA), e com o projeto “Sustentabilidade das Empresas do Segmento de Obras Industriais e Corporativas”, da Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).